O novo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, manterá os ministros da defesa e da educação: Relatório

Nobuo Kishi e Koichi Hagiuda fazem parte da facção Hosoda do Partido Liberal Democrata, no poder, intimamente relacionado ao ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

Fumio Kishida fala durante uma coletiva de imprensa na sede do Partido Liberal Democrático (LPD) depois de ser eleito presidente do partido em Tóquio, Japão. (Reuters)

O novo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, deve manter o atual ministro da Defesa, Nobuo Kishi, e o atual ministro da Educação, Koichi Hagiuda, em seu gabinete, informou o jornal Mainichi.

Kishi, 62, e Hagiuda, 58, fazem parte da facção Hosoda do Partido Liberal Democrata, que está intimamente relacionado com o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

Kishida, um ex-ministro das Relações Exteriores e líder da facção de Kishida, conquistou a vitória na eleição de liderança do LDP na quarta-feira e deve ser oficialmente votado como primeiro-ministro quando o parlamento se reunir na segunda-feira, anunciando uma remodelação do gabinete no mesmo dia.

Explicado|Quem é o próximo primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida?

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Entre outras nomeações importantes, o atual cunhado do ministro das finanças Taro Aso, Shunichi Suzuki, deve substituí-lo no cargo, de acordo com o jornal Yomiuri. O pouco conhecido Suzuki é um ex-ministro das Olimpíadas e filho do ex-premier Zenko Suzuki, e pertence à facção LDP de Aso.

O ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, deve manter seu cargo, enquanto Hirokazu Matsuno, que atuou como ministro da Educação do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, deve se tornar secretário-chefe do gabinete, informou a mídia. Matsuno também é membro da facção Hosoda.